Esta etapa manteve com a anterior muitos pontos de contato pelo fato de termos nos mantido na região, em proximidade com o contexto original.

Víamo-nos, agora, com um "bando" de adolescentes que então, mais do que nunca, queria fazer teatro, contando para tanto com o precioso apoio das famílias. Egressos do Stefan e ingressados na região em busca de um nicho ou um ninho, perambulamos pela Zona Leste, Vila Pudente, Vila Zelina, Vila Alpina, ensaiando em pátios abertos, inabitáveis, em que a primeira tarefa do dia era varrer o lixo grosso, ou em salões apertados de comunidades religiosas. Situação que limitava muito as condições de trabalho, mas não arrefecia os ânimos. Ao contrário, ajudou a burilar a idéia de desmistificação da arte/cultura, da simplicidade, o pé na terra, a consciência cidadã.

Com elenco ainda adolescente e bem jovem, procedeu-se à reelaboração do Cidade Poluída ou Verde, Amarelo, Vermelho - Poluição, nome ainda ingênuo, mas que revelava uma preocupação definida numa época em que poluição e meio ambiente não freqüentavam assiduamente a mídia. Muito menos se pensava em Ecologia Humana e Urbana.

Foi levado durante dois anos, ou mais, a quadras e salões de escolas, quadras de esportes, salões paroquiais, porões de igrejas. 
O contexto sócio-político era totalmente desfavorável a esse tipo de prática, pois o país encontrava-se em plena vigência do Regime Militar, e sob o governo do General Médici. Tido como um dos períodos mais violentos da repressão, iniciado com a decretação do Ato Institucional nº 5, marcou a vida da sociedade brasileira de alto a baixo.

Essas circunstâncias levaram à saída forçada da escola e, pela forma como se deu esta saída, o grupo adotou o nome sintomático de Corifeus Apocalípticos (1974), e cresceu com novas adesões. O trabalho de corpo, a dança, os laboratórios eram atividades que atraíam e encantavam jovens e adolescentes.

Elevou-se também a faixa etária e se diversificou a formação do elenco. O método de trabalho continuava na mesma linha que o desenvolvido no Stefan, sendo constantemente avaliado e aprimorado. 

Ainda em 1974, deu-se uma nova revisão do espetáculo, atingindo um melhor nível de estilização, sendo novamente rebatizado: De Iure Machinarum. E teve início o jogo com a Censura Federal.

Se o espetáculo foi reelaborado, tornando-se mais consistente, manteve entretanto a linha estética da encenação em sua versão original. Não havia adereços nem objetos de cena, sendo tudo sugerido por mímica ou simples gestual.

Na ânsia de buscar mais aporte técnico, o autor inscreveu-se , no 2° semestre de 1974, em um curso de teatro promovido pela Academia Marina Aguiar (escola de dança com instalações amplas, no Itaim, Zona sul de São Paulo), com o encenador Silney Siqueira, diretor premiado por Vida e Morte Severina e do Evangelho Segundo Zebedeu.

O estreitamento das relações com Marina Aguiar, bailarina e dona da escola, possibilitou uma apresentação em seu espaço e daí o convite para transferir o funcionamento do grupo para o mesmo.

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O início
As linhas mestras
O bando
Amadurecimento
Surge o nome Abaçaí
O divisor de águas: Folclore
Ação Cultural
Chegada ao Parque


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