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O grupo, já mais maduro, passa a ter como base a Academia Marina Aguiar, no Itaim, iniciando-se, então, um contato mais direto com o universo da dança, e também com melhores recursos cênicos de luz e som.
Afora o contacto direto com um outro universo artístico e sócio cultural o espaço da Academia Marina Aguiar nos abriu as portas de clubes, colocando-nos em contacto com uma outra realidade social. E daí para os circuitos universitários, festivais e teatros com as apresentações do De Iure.
Mas o grupo não mudou só de endereço, mudou também o nome, passando a chamar-se G-Trama. Trama de entrelaçamento, de tecido. Entrelaçamento de recursos, de idéias, de técnicas, de pessoas. Mas também possibilitava uma outra leitura de fachada: Teatro Amador Marina Aguiar em reconhecimento ao apoio que a AMA vinha dando ao trabalho.
Paralelamente às apresentações, o grupo se aprimora e dá início à criação de De Felibus et Muribus (que inicia suas andanças em 1976) um espetáculo político, a partir do nome sugestivo - Sobre gatos e ratos.
Em 75 três pessoas do grupo haviam ingressado na Geografia (USP) e Escola de Sociologia Política, época em que os ideários da Libelu (Sigla que identificava a tendência político-ideológica Liberdade e Luta) que vicejava na USP e Convergência Socialista (Jornal Em Tempo) estavam em alta nos circuitos acadêmicos.
O Centro Acadêmico da Geografia/USP, promoveu um curso de teatro, "apostilado", com o intuito de instrumentalizar estudantes para a prática de um teatro alinhado com uma determinada perspectiva político/ ideológica, e apresentado como brechtiano.
Em um desses cursos rápidos de teatro, tiveram contacto com idéias triadas e, quem sabe, adaptadas do teatro de Brecht, uma tentativa de retomada dos propósitos de um teatro comprometido mais com certos programas políticos e não com preocupações estéticas, nos moldes do antigo
CPC.
"Os grupos teatrais amadores, com seu nível estético um tanto precário, apresentavam espetáculos com propostas didáticas e populares encenando com grande freqüência textos de Brecht: Aquele Que Diz Sim, Aquele Que Diz Não, A Exceção e Regra; textos de Gianfrancesco Guarnieri: Eles Não Usam Black-Tie; de Guarnieri em parceria com Boal, Zumbi, Tiradentes e mais dezenas de grupos montaram O Auto da Compadecida, de Ariano Suassuna, uma das maiores frentes de batalha do teatro amador e popular no Brasil".
Timochenco Webhi
Nossos uspianos começaram a se sentir atraídos por este tipo de encenações, a rigor nada brechtianos. Rotularam o trabalho desenvolvido em nosso Grupo de pequeno burguês e até de piegas, buscando levantar discussões no grupo. E levantaram muitas, não conseguindo, entretanto, envolver ou motivar, minimamente, os demais componentes.
Por fim desligaram-se, com mais umas 3 pessoas, para alçarem vôos teatrais mais de conformidade com os cânones contatados.
O vôo não foi alçado. Mas o grupo não foi mais o mesmo. Outros componentes, agora em outros cursos universitários, começaram a se engajar em outros matizes ideológicos, surgindo, no interior do grupo, os primeiros traços de intolerância, uns achando outros alienados ou mesmo inconseqüentes, e com pesadas cobranças.
Chegou-se então a um acordo de que seria mais proveitosa uma cisão, sendo sugerido, então, que os que preferissem, se organizariam para desenvolver uma nova linha de trabalho onde pudessem. Nós continuaríamos na Academia Marina Aguiar e daríamos prosseguimento à nossa linha de atuação e pesquisa.
Foi o que se fez, e, por maior ironia, o grupo que se separou continuou a apresentar o último espetáculo montado ( De Felibus ), sobrevivendo à separação por uns 6 meses.
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O
início
As linhas mestras
O bando
Amadurecimento
Surge o nome Abaçaí
O divisor de águas: Folclore
Ação Cultural
Chegada ao Parque
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