Em dezembro de 1997, a convite de sua Direção, a Abaçaí Cultura e Arte instalou-se no Parque Fernando Costa, conhecido popularmente como Parque da Água Branca, com localização privilegiada na cidade de São Paulo: está encravado em ponto estratégico do Bairro de Perdizes, próximo ao Pacaembu e Pompéia.

Instalar-se neste espaço significou para a Abaçaí Cultura e Arte a grande chance de se manter em contato permanente com a comunidade, podendo levar adiante sua proposta de ação cultural para todos os segmentos sociais.

Isto fez do Parque da Água Branca o único parque de que se tem notícia no Brasil abrigando um programa de ação cultural.

A proposta global de ação cultural no Parque da Água Branca foi encaminhada, inicialmente, com o título de Projeto Celeiro, concebido como um conjunto de ações modulares, evoluindo-se, a partir de 2000, para uma versão mais ousada e completa, ora em discussão com vários órgãos do Estado de São Paulo, o Centro Cultural da Água Branca - Um Centro Cultural a Céu Aberto.

Desde 1997, a Abaçaí Cultura e Arte tem sido parceira permanente da Secretaria de Estado da Cultura, ou tem tido sua parceria, em vários eventos/programas, todos contemplando aspectos da cultura popular tradicional ou com perfil de despertar da cidadania, transformando o Parque da Água Branca no epicentro de ações que visam o aprofundamento da consciência cidadã.

Desenvolve atualmente uma série de projetos e atividades. De todos os projetos, o mais vultoso, de maior visibilidade e reconhecimento é o Revelando São Paulo - Festival da Cultura Paulista Tradicional.
Mensalmente têm sido programados também os Aiué, que têm reunido grupos rituais, artísticos em geral e de ações sócio/cultural.
O Núcleo de Pereirões, que significa a consolidação de um programa de ações com os bonecos de rua, bichinhos de saias e cabeções de São Paulo, iniciado em 1984, com reforço no Vem, qui é bão!

O Upa, São Paulo! teve início como uma grande Vigília pela Paz e manifestação de apreço à Cidade de São Paulo (1998), evoluindo-se, na seqüência, para o movimento Bandeira pela Paz (2000), acoplando-se ao Comitê Paulista para uma Década de Cultura de Paz - UNESCO e à Iniciativa das Religiões Unidas- URI.

Em 1999, em parceria com a Prefeitura de Ribeirão Grande, interior sul de São Paulo, foi construída no Parque da Água Branca uma casa de pau-a-pique, uma redução das similares interioranas, em condições de funcionamento para demonstração. Integrou-se perfeitamente ao perfil do Parque da Água Branca e às características da área em que se encontra e ficou conhecida como Casa de Caboclo. Passou a ser ponto de encontro e referencial do mundo caipira na Cidade de São Paulo.

Depois de longo período de maturação e várias tentativas, aproveitando-se as circunstâncias do fatídico Setembro 2001, conseguiu-se realizar o I Festival da Amizade, colocando-se em destaque as características cosmopolitas de São Paulo e o conclamo ao respeito às diferenças e convivência pacífica.

Para os usuários do Parque da Água Branca esta fase tem sido gratificante, e disso nos dão retorno. Conviver com os ensaios e eventuais apresentações do Balé Folclórico de São Paulo e seus convidados, como também com as atividades rotineiras do Juruá, o programa de ação cultural, num franco processo interativo e simbiótico, constitui um avanço significativo nos nossos esforços de dessacralização da arte e da cultura.

(Fragmentos da dissertação de mestrado de Toninho Macedo, apresentada à Escola de Comunicações e Artes da
Universidade de São Paulo)
 

 

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O início
As linhas mestras
O bando
Amadurecimento
Surge o nome Abaçaí
O divisor de águas: Folclore
Ação Cultural
Chegada ao Parque


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