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A arte folclórica/popular resulta não de um aprendizado sistemático ou ensinamentos especiais, mas de uma tradição, da curiosidade ou das experiências pessoais do próprio artista.
Ao contrário do artista erudito, que produz uma escultura ou pinta um quadro com conhecimento de técnicas apuradas e informações adquiridas em escolas e leituras, o artista popular se inspira sempre no meio em que vive ou nos seus próprios referenciais culturais, refletindo-os na sua criação que resulta em esculturas/entalhes de madeira, figuras de barro, pinturas.
Por vezes, ao lado da necessidade inconsciente de expressão (artística), procura incrementar objetos de uso rotineiro, acrescentando-lhes toques de beleza, dando-lhes formas inusitadas (moringas zoomorfas), juntando desenhos de flores e arabescos.
Acrescenta uma franja a uma rede, um barrado a uma colcha. É a maneira de imprimir traços individualizadores, gratuitos, aos objetos de uso quotidiano, tornando-os mais bonitos,
à procura inconsciente do belo.
Dessa forma, a arte/criatividade popular se faz presente nas situações mais prosaicas e em momentos especiais da vida das comunidades, nas máscaras de folias de reis, nos enfeites das festas públicas e domiciliares, confecção de flores, nas pinturas de bandeiras de santos, ornamentação de andores, pinturas com areia
(garrafas), nos bordados, crochês.
Obs.
Para que estas informações pertinentes à arte popular possam ser melhor compreendidas, sugerimos o cotejamento com as que dizem respeito a artesanato.
As máscaras
Os bordados
Rendas e trançados
Crochês
Entalhes em madeira
Modelagem em argila
Santeria
Enfeites
Figurinos e adereços dos folguedos
Couros e implementos dos Bumbás
Saiba
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