Para muitos, os animais estão ligados à batalha, no dia-a-dia, pela sobrevivência. Para outros tantos, associados à satisfação das horas de folga. Paralelamente às fazendas e sítios, de atividades agro-pastoris diversificadas, foram surgindo ranchos e haras, alguns com configurações e manejos mais sofisticados, voltados para a criação e comercialização de espécimes com maiores cotações no mercado.

Foram surgindo os clubes do laço e da montaria, e os cortejos a cavalo têm se tornado cada vez mais rotineiros.

Assim foram se estruturando por todo o país Cavalarias (a denominação mais usual) e cavalgadas como sinônimas de quantidade de cavalos, reunião de pessoas a cavalo, reunião ou marcha de cavaleiros com finalidade de lazer ou mesmo religiosa, um traço comum em todo o território nacional, mostrando o grande o gosto, o prazer de significativa parcela dos cidadãos de todas as classes sociais no trato com os cavalos.

De forma especial, as Cavalarias, algumas de bem longe, apresentam um nível de organização hierarquizado, conservando traços, reinterpretados, de similares medievais.É com orgulho que seus integrantes, cavaleiros e amazonas de todas as faixas etárias e classes sociais, participam dos mais variados eventos populares, que acontecem à parte do universo chamado country. Com o maior garbo e devoção procuram se integrar a uma das várias cavalarias, verdadeiras instituições organizadas em homenagem a santos de grande devoção popular (São Benedito, São Jorge, N.Sra. Aparecida,...), com suas festas votivas programadas durante todo o ano.

A essas podemos somar numerosas romarias a cavalo, verdadeiras instituições que congregam grande número de afiliados, e que viajam regularmente aos tradicionais centros de peregrinação de suas regiões.




© Copyright 2001-2005 - Gen Produções Culturais Ltda.
Todos os direitos reservados