Quantas histórias no mundo têm o privilégio de ter a sua própria trilha sonora?

A história do Festival MPB de Ilha Solteira é uma das raras que podem ser contadas única e exclusivamente através da música. Cada uma das notas, melodias e interpretações executadas ao longo dos últimos 33 anos são responsáveis pela ressonância que o Festival tem hoje em todo o território nacional.

São pelo menos 11.000 ângulos diferentes para se cantar uma mesma história, como se cada uma das mais de 11.000 canções inscritas até hoje fossem o testemunho da evolução e da maturidade deste evento. “Da Cor da Bahia” a “Mira”, ambas as canções premiadas no Festival, há um tempo de 33 anos, entre rimas, versos, aspirações, lutas e paixões. Mas é para isso que são feitos os espaços. Para serem preenchidos, de preferência com música de primeiríssima qualidade.

Afinado com os grandes festivais de música popular brasileira como os promovidos pela TV Excelsior e Record, o Festival de Ilha Solteira teve seu primeiro eco em 1971 com a construção da Usina Hidrelétrica de Ilha Solteira. A cidade recebia migrantes vindos de todas as partes do país em busca de melhores condições de vida e de trabalho, e a política local era a de avalizar este sonho dourado, criando oportunidades de desenvolvimento para todos na área da educação e cultura.

Passaram pelos palcos do Festival, shows como: Kiko Zambianchi, Premeditando o Breque, Arrigo Barnabé, Almir Sater, Jane Duboc, Toquinho, Belchior, Zé Geraldo, Sá e Guarabira, Boca Livre, MPB-4, Renato Teixeira, Zeca Baleiro, Guilherme Arantes, Oswaldo Montenegro, Jorge Vercilo, Chico César, Geraldo Azevedo, entre dezenas de cantores e compositores brasileiros, cuja verve artística e politizada se identifica com o verdadeiro propósito de um festival: dar voz ao Brasil de cada Brasil, nas suas múltiplas manifestações, acordes e ritmos.

São 30 canções classificadas pela triagem que são apresentadas nos três primeiros dias (22/10- Noite Ilhense, 23 e 24/10- Eliminatórias da Fase Nacional). Destas, apenas 14 participam da grande final no quarto dia - 25/10.

A premiação será de:
- 1º lugar - R$ 8 mil + troféu
- 2º lugar- R$ 6 mil + troféu
- 3º lugar- R$ 4 mil + troféu
- 4º lugar- R$ 2 mil + troféu
- 5º lugar R$ 1.500 mil + troféu
- Do 6º ao 14º lugares R$ 200,00
- Melhor letra – R$ 1.000 mil + troféu
- Melhor intérprete - R$ 1.000 mil + troféu
- Premio “Raquel Dossi” - R$ 1.000 mil + troféu
- “Aclamação popular”- R$ 1.000 mil + troféu

Tradicionalmente o Festival apresenta ao termino de cada uma das eliminatórias e da grande final, atrações musicais com artistas locais, regionais e de reconhecimento nacional, alem de oferecer durante o evento oficinas musicais, com o intuito de fomentar e aprimorar a produção cultural.

Mas... e o que fica dessa história toda? O que fica é o ímpeto de realizar a cada ano um festival à altura da nossa música popular brasileira. Fica o desejo de fazer com que a nossa MPB assuma as suas mais variadas vozes, independente do tom, da cor, do sexo, do arranjo.

Programação:

Dia 22 de outubro
Fase municipal
21:00 - Recepção ao público e distribuição da Programação
21:10 - Solenidade de Abertura do 34º Festival Nacional de MPB de Ilha Solteira
21:20 - Apresentação Musical
22:00 - Início da Noite Ilhense

Dia 23 de outubro
14:00 - Oficinas
Fase Nacional
21:00 - Recepção ao público e distribuição da Programação
21:10 - Apresentação Musical
22:40 - Início das apresentações

Dia 24 de outubro
14:00 - Oficinas
21:00 - Recepção ao público e distribuição da Programação
21:10 - Apresentação da Banda Marcial de Ilha Solteira
22:40 - Início das apresentações
23:00 - Divulgação das classificadas para a Fase Final

Dia 25 de outubro
16:00 - Mesa redonda entre os participantes
Final
21:00 - Recepção ao público e distribuição da Programação
21:10 - Início das apresentações
22:30 - Apresentação Musical – Show de Encerramento
23:30 - Divulgação da classificação e premiação


 

 

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