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"Todo
o processo da Obra
Filosofal não é mais do que uma dissolução do corpo e solidificação
do espírito.”
(J. d’Espagnet, 1730)
Durante
séculos a figura de homens encapuzados, trancados em laboratórios
secretos onde tentavam produzir a Pedra Filosofal instigou a imaginação
dos curiosos. Pouquíssimas
evidências de que se pudesse realmente produzir ouro, como acreditavam
os curiosos, foram encontradas. Na verdade, hoje se entende que a
Alquimia podia ser material ou espiritual, pois os anos de estudo para a
realização da Obra completa no laboratório promoviam uma transmutação
mística no alquimista, que atingia o ouro da espiritualidade pura.
Muitas escolas modernas têm deixado a atividade laboratorial em segundo
plano, frisando que a alquimia interior espiritual é o objetivo real,
mais importante. Tanto na China, como na Índia, no Oriente Médio e na
Europa Medieval existiram esses homens e seus laboratórios, mas no
oriente a busca maior era pelo medicamento universal, que traria a
imortalidade.
Os próprios alquimistas citavam
o deus egípcio Toth, que os gregos chamavam de Hermes (Hermes
Trimegisto) como o pai da ciência. Cercada de mitos, a existência de
Toth para os gregos e egípcios era tão importante que ele era chamado
de pai da escrita, da ciência e da medicina. Por causa do nome Hermes a
alquimia também ficou conhecida como arte hermética ou ciência hermética.
Diz-se que da palavra Al-Khemia (Khemi era o nome do Egito antigo na língua
nativa, e Al-Khemia significaria “a egípcia”) deriva o nome da Química
moderna, e é fácil ver a relação entre os laboratórios dos
alquimistas e os laboratórios químicos modernos, com fornos, retortas
e tubos.
Vários estudiosos, filósofos, escritores e cientistas de renome
estudaram Alquimia, mas pouco se sabe das experiências que teriam
realizado devido ao grande segredo em que eram mantidos os experimentos
e escritos.
Durante a Idade Média o ponto de encontro dos alquimistas com eventuais
mestres e colegas era o caminho místico de peregrinação conhecido
como O Caminho de Santiago de Compostela, e eles se identificavam
carregando uma concha pendurada no pescoço e um casaco preto.

O
laboratório:
Athanor: (vem do árabe al-tannur, que significa forno) Um grande forno
de areia, para manter o composto em aquecimento constante durante
semanas, com pequeno visor de vidro que permite acompanhar mudanças de
cor.
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