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Mencionados em várias religiões como mensageiros de Deus, os anjos trazem aos homens não só as mensagens, mas também as bênçãos e punições divinas.

Tanto o Velho Testamento quanto o Novo Testamento mencionam a existência e intervenção dos anjos: Deus põe um anjo para guardar a entrada do Paraíso; um anjo deteve a mão de Abraão para que não sacrificasse seu filho Isaac; um anjo anunciou ao profeta Daniel a vinda do Messias; um anjo anunciou a Maria o mistério da concepção; um anjo confortou Jesus no horto de Getsêmani antes da Paixão. A palavra ANJO vem do grego ANGELOS, que significa mensageiro.

Criados por Deus como entidades de energia, só se tornam visíveis em raras ocasiões, e têm uma diferença com a outra criação de Deus, o homem: ele não têm livre arbítrio. Por causa disto, alguns anjos se revoltaram, liderados por Satanael, e Deus os expulsou do céu criando um espaço de castigo e provações eternas para conte-los. A partir deste ponto, Deus concedeu aos anjos leais a pureza eterna, e os organizou em hierarquias para que cuidassem de todos os níveis de existência do mundo e a todos levassem Sua palavra. Além disto, Deus concede a cada ser humano um anjo custódio, conhecido como Anjo da Guarda, cuja missão é auxiliar o protegido a passar pelas provações da vida na matéria, e conduzi-lo ao retorno a Deus através da evolução espiritual. O Papa Benedito XV declarou o dia 02 de outubro como a Festa de todos os anjos.

Outras religiões mencionam anjos com as mesmas características do catolicismo: no Zoroastrismo, Judaísmo e Islamismo. As figuras dos arcanjos têm especial atenção, sendo que 4 deles são citados pelo nome em todas esta religiões: Miguel (Michael em hebraico, Mikal em árabe), Gabriel (Jibril em árabe), Raphel e Uriel. No Islamismo diz-se que 4 arcanjos guardam o trono de Alá: Mikal, Jibril, Izrail e Israfil.

Visto que assumem a posição de protetores e intermediários, os anjos têm sido objeto de invocação em momentos de crise, e de agradecimento  em momentos de júbilo, incorporados ao cotidiano em esculturas, obras artísticas, decoração e mitologia. Nota-se uniformidade nas formas de representação das hierarquias, e a presença de asas se convencionou desde tempos antigos a representar a imaterialidade, fluidez e capacidade de ascender aos planos superiores.

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