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No mundo moderno, o fenômeno UFO foi iniciado em 24 de Junho de 1947, quando o piloto Kenneth Arnold relatou um avistamento de nove naves que ele descreveu como tendo aparência de pratos (de onde veio o termo disco voador, flying saucers em inglês) que foi divulgado em uma entrevista coletiva e desencadeou todo um esquema de pesquisa científica do fenômeno. Porém, durante milhares de anos ao longo da história se pôde observar desenhos intrigantes, criaturas estranhas  representadas na ar-




te encontradas em  pinturas rupestres e até mesmo nas iluminuras medievais, o que pode indicar que eles sempre estiveram presentes, inclusive em descrições de textos religiosos com expressões como " veículo de fogo" , " roda de fogo", "veículo celeste".

O termo UFO, abreviatura de Unnendentifyed Flying Object, pode ser convertido em OVNI na língua portuguesa (Objeto Voador Não Identificado).

Durante os combates aéreos da Segunda Guerra Mundial, tanto nos céus da Europa quanto no Pacífico foram registrados estranhos fenômenos, chamados de FOO FIGHTERS (guerreiros fantasmas), luzes que acompanhavam e às vezes atrapalhavam os aviões. Os aliados pensavam que era uma arma dos nazistas, que por sua vez estavam certos que era uma nova arma aliada, até que ao final da guerra compararam seus registros. Logo que a guerra acabou, vários projetos de pesquisa sobre fenômenos UFO foram abertos pelo governo norte americano, o Signal, o Grudge, e o mais conhecido, BlueBook, que hoje se sabe que não passava de uma farsa. Ao mesmo tempo , o projeto nuclear crescia, e no Novo México, durante o período em que se faziam testes nucleares era freqüente haver avistamentos de UFOs sobrevoando a região.

Poucos dias depois do avistamento de Kenneth, ocorreu o evento mais discutido do planeta: em 2 de julho de 1947 caiu um OVNI nos arredores da cidade de Roswell, Novo México, e a primeira opinião dos militares foi de que se tratava de um objeto alienígena, publicada no Diário de Roswell a 8 de Julho, desmentida em seguida pela Força Aérea, que vem desde então negando o fato. O próprio acobertamento do fato pelos militares gerou nos anos 50 e 60 uma febre sobre o assunto, com filmes, programas de rádio, e literatura de ficção científica.

O projeto BlueBook, que supostamente investigava fenômenos extraterresrres, se revelou anos depois mais como um meio coercivo de silenciar as testemunhas, tendo seus oficias trajados de preto (Men in Black) fixado um estereótipo depois copiado em filmes de comédia modernos. Nos anos 50 e 60, muitos casos tiveram testemunhas e investigadores civis que sofreram mortes misteriosas, inclusive em Roswell, o que acrescentou uma atmosfera paranóide ao círculo de investigação dos fenômenos UFO.

No Brasil, um evento forjado, a fotografia de 5 naves feitas na Barra da Tijuca desmentida pelo GSW (Ground Saucer Watch) através de analise por computador, provocou no Brasil uma reunião inédita, ocorrida em 2 de Novembro de 1954 na Escola Superior de Guerra do Rio de Janeiro. Nesta ocasião, estando presentes altas patentes da Força Aérea e da Marinha, o Coronel Aviador João Adil Oliveira conduziu uma reunião em que pilotos militares e civis relataram suas experiências com liberdade, tendo sido o assunto tratado com maturidade e seriedade pelas Forças Armadas.

Posteriormente, em 16 de Janeiro de 1958, na Ilha de Trindade, Almiro Baraúna fotografou um OVNI imenso de forma discóide acima de um pico rochoso, e suas fotos foram autenticadas pelo GSW e pela Marinha.

Na década de 70, as Forças Armadas Brasileiras adotaram a posição de negar os fenômenos UFO e suprimir qualquer tipo de tentativa de investigação, mas a Força Aérea Brasileira manteve sua postura aberta, com um grupo chamado SIOANI (Sistema de Investigação de Objetos Aéreos Não Identificados) operando em São Paulo, conduzido pelo Tenente-Brigadeiro José Vaz da Silva, conduzindo cerca de 40 investigações entre 1969 e 1972. Houve também a famosa Operação Prato, conduzida na Ilha de Colares, no Pará, de Setembro a Dezembro de 1977, chefiada pelo capitão Uyrangê B. S. N. Hollanda Lima, registrou centenas de fotos de Ovnis diversos.

A noite de 19 de Maio de 1986 ficará para sempre conhecida no Brasil como a Noite Oficial dos Ovnis, pois foram registrados cerca de 21 OVNIS concentrados sobre a região de São José dos Campos, e o fato foi comentado abertamente na imprensa pelo Brigadeiro Otávio Moreira Lima, Ministro da Aeronáutica, que deslocou caças de várias bases para investigar e filmar a ocorrência, permitindo aos pilotos e operadores e radar que dessem testemunhos na imprensa.

Em 1993 um caça belga perseguiu e filmou um OVNI, e a Força Aérea da Bélgica liberou o filme de registro do radar para a imprensa, onde se constata que em determinado momento o objeto atingiu a aceleração de 40G, que seria mortal para qualquer ser humano.

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