M
E
N
U
<<


Desde o renascimento do paganismo Wicca, várias correntes ritualísticas diferentes se desenvolveram, mas em geral os praticantes são ecléticos, tendo várias influências e rituais em seu repertório adaptados de correntes diferentes.

As tradições mais conhecidas são:

Tradição Familiar: a linhagem pagã é o laço mais forte de tradição, encontram-se famílias com 8 gerações de bruxas, cujos Book of Shadows se tornaram famosos.Nesta tradição se aceitam pessoas não aparentadas, mas em pequeno número, em geral agregados à família pelo casamento, e essas famílias normalmente são matriarcais, tendo figuras proeminentes de avós, bisavós, e tendo a participação de todas as mulheres da família na criação e educação das crianças. A coesão das famílias pagãs é uma fonte de segurança e foi uma forma de proteger a Tradição em tempos de perseguição, e gerou correntes de poucos membros praticando rituais bastante fechados, formando linhagens pagãs regionais. Outra coisa interessante é que durante muito tempo as praticantes de Tradição Familiar foram chamadas "bruxas de cozinha", pois para manter em segredo o conhecimento, as mulheres o transmitiam no ambiente em que ficavam juntas e protegidas, adaptavam os rituais para serem realizados na cozinha, e consagravam os utensílios domésticos como instrumentos ritualísticos, sendo que as varinhas neste contexto eram substituídas por colheres de pau. A Tradição Familiar desenvolveu também na cultura Wicca uma tendência congregacionista, solidária e cooperativa, a formação natural de grupos de trabalho e reuniões, o comportamento fraternal que mesmo as praticantes solitárias têm entre si.

Gardnerianos: Gerald Gardner reviveu nos anos 50 a tradição da Arte, recuperando relatos orais, rituais, instrução e relatos históricos de comunidades pagãs inglesas, tendo sido iniciado em um Coven de New Forest, na Inglaterra, em 1939. Gardner foi o autor de Witchcraft Today, o primeiro livro wiccan publicado no século 20. A Tradição Gardneriana tem uma hierarquia muito rígida, os covens são geridos por uma Sacerdotisa e um Sacerdote, e suas atividades mantida sob severo sigilo, e eles têm uma visão bastante purista das tradições pagãs, exigindo a nudez durante os rituais, o que lhes deu uma certa reputação duvidosa na mídia. Dentro desta tradição, a escala hierárquica promove a formação de praticantes bastante treinados, depois instrutores altamente capacitados, pois o processo de formação é lento e bem estruturado. 

Corrente Alexandrina: fundada nos anos 60 por Alex Sanders, que teria sido iniciado por sua avó am 1933, tem rituais bastante desenvolvidos, baseados em Magia Cerimonial, e não é tão severa quanto aos costumes e hierarquia quanto a Gardneriana, embora se assemelhe bastante a ela.

Wicca original do Reino Unido: regiões do Reino Unido mantém correntes locais muito enraizadas no tempo e no espaço, vinculadas a pontos de poder psíquico próximos dos círculos de pedra e monumentos neolíticos, como: 
Corrente céltica: mais relacionada com o campo, rituais na natureza, elementais, fadas e gnomos, estreitamente ligada ao Druidismo, focalizando o panteão Céltico.
Corrente Caledoniana: corrente da terras da Escócia, também chamada Hecatina.

Tradição Picta: outra variedade escocesa, mais ligada a praticantes solitários, com rituais mais simples e pouca tradição teórica.

Fairy Wicca: a tradição das fadas, com antigos rituais da Idade do Bronze, mantidos em segredo por pequenas comunidades isoladas na Ilhas Britanicas, ligada diretamente à manifestação das energias elementais.

Bruxaria Mágica ou Magia cerimonial: estreitamente ligada aos mistérios de Isis e Magia Egípcia, e também à Magia Cabalística, tem forte conexão com divindades, e identificação do praticante com uma divindade em especial. Os rituais são sofisticados, e exigem muito preparo teórico dos praticantes. Caminho de praticantes solitários, pode desenvolver personalidades altamente egocêntricas que se perdem no caminho ao passar pelo teste do poder e suas conseqüências, e grupos onde é freqüente haver rupturas. Esta é a corrente New Age mais desenvolvida, assimilada por Ordens como a Golden Dawn e outras, devido à difusão desde os anos 60 de literatura ocultista.

Tradições Dianísicas: correntes da Europa essencialmente feministas, que não admitem membros do sexo masculino e enfatizam a diferença entre a consciência espiritual e o poder psíquico dos sexos. Ao contrário de outras correntes, em que o Deus e a Deusa têm papel importante nos rituais, a corrente de Diana cultua exclusivamente a Deusa e suas manifestações, e trabalha na versão de luz e de sombra da Deusa, de acordo com a ocasião. Em toda a região dos Bálcãs, Macedônia, Grécia, Sicília e Península Ibérica se encontram estas correntes.

Topo página



© Copyright 2002 - Gen Produções Culturais Ltda. 
Todos os direitos reservados