|
As
divindades dos cultos de origem Iorubá representam fenômenos da
natureza, e têm uma complexa simbologia que as relaciona a atividades e
temperamentos humanos específicos, passando a ser no final, cada um
deles, uma faixa energética que é contatada pelos médiuns. Os médiuns
previamente habilitados e protegidos por um complexo sistema de iniciação
recebem os Orixás nos rituais, ao som dos cantos e batidas especiais de
atabaques que invocam cada Orixá, e passam a transmitir suas mensagens
aos fiéis.
O processo de incorporação consome tremenda energia dos médiuns,
que também usam energia física ao dançar. Ao final do ritual, após
receber suas oferendas, o Orixá é convidado a se retirar com batidas
específicas e libera o médium do transe. Embora as nações africanas
originalmente cultuassem cerca de 200 diferentes Orixás com variações
regionais e lingüísticas, no Brasil sobreviveu o culto de cerca de 20
deles, com pequenas variações de simbologia
e nome, de acordo com a regionalidade, havendo também diferenças
entre candomblé e umbanda.
Na umbanda, além dos Orixás, ainda se reconhecem as falanges:
Pretos-velhos:
- (Data festiva:
13 de maio)
Eles não são
Orixás e, sim, Onilé, entidades de grande vibração, que pertencem à
Falange das Almas, dirigida e orientada por Omulu, o senhor da saúde.
Seu "habitat" são os cemitérios e os ambientes de florestas. Seus ímãs
mais fortes são o "capitão-de-feijão" com gergelim e rapadura e o café
sem açúcar. São, também, muito apreciados o fumo-de-corda e vinhos
diversos. Suas flores são geralmente as margaridas e as palmas de cores
diversas. Seu dia da semana é segunda-feira; sua pedra é o ônix; sua
essência é o heliotrópio.
Ibeijada:
- (Data
festiva: 27 de Setembro)
Não é um orixá, mas uma falange de altíssima vibração espiritual. Seu
habitat são os jardins e praças floridas. A imantação são frutas e
doces. Gosta de água com açúcar, flores miúdas, essência de maçã,
pedra turmalina rosa ou azul, cores rosa e branco.
Seu dia é o domingo.
Topo
página
|