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Introdução


O Budismo não pode ser classificado como Religião, pois não há o culto de uma divindade; seria mais correto qualificá-lo como uma filosofia espiritualista. Buda não é uma pessoa, é um título que vários mestres já usaram, e significa “ aquele que sabe” ou “ aquele que despertou” , identificando alguém que atingiu um nível superior de compreensão do universo e transcendeu a condição humana. O Buda mais conhecido foi, sem dúvida, Sidarta Gautama, o Sakya Muni, o real fundador do Budismo. A filosofia derivada dos sermões de Buda foi levada a todo o  Oriente e, ao se mesclar com a cultura de cada região criaram-se correntes diversas de pensamento budista, que diferem mais nos ritos do que nos conceitos básicos: o Budismo Indiano, o Budismo Chinês, o Budismo Japonês, e o Budismo Tibetano.

No Brasil, o budismo foi introduzido por imigrantes japoneses no início do século XX ea partir de 1950, começaram a chegar missionários e foram fundadas as primeiras organizações no Estado de São Paulo.

Atualmente há comunidades de todas as correntes Budistas no Brasil em todo o território nacional. Estima-se que cerca de 800.000 pessoas professam o Budismo como opção religiosa- filosófica.
O essencial do pensamento budista está nas Quatro Nobres Verdades, enunciadas por Buda, na crença de que os seres humanos estão presos a um ciclo de morte e renascimento (samsara) enquanto as conseqüências de seus atos os prenderem (karma). A existência humana está sujeita ao sofrimento, doença e morte, ciclo este que só pode ser rompido ao se compreenderem e cumprirem as Quatro Nobres Verdades.

Budismo Indiano: o budismo original na Índia sofreu mudanças após vários concílios, onde correntes progressistas desejavam levar a filosofia de forma mais aberta ao resto do Oriente. Criaram-se então as correntes Hinayana (ou pequeno veículo, um budismo ortodoxo, purista, de sacerdócio altamente selecionado) e o budismo reformado ou  Mahayana, o gande veículo, que foi levado à China e Tibet. 

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Budismo Chinês: estabeleceu-se dos séculos I a IV, mesclado ao Taoísmo, e atingiu seu ponto máximo nos séculos VII a IX. Foi perseguido pelos Confucionistas e Taoístas a tal ponto que, hoje, praticamente inexiste.

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Budismo Japonês: chegando a um país altamente hierarquizado, o budismo foi assimilado com características de formalidade e ritualismo, e se tornou a religião do Estado. No período Nara (710-794) esteve restrito aos monastérios e homens instruídos. No período Meian (794 –1185) mesclou-se com os conceitos Xintoístas originais do Japão, e de certa forma se tornou mais fácil de ser veiculado entre a população. No período Kamakura (1192-1333) surgiu então o budismo puramente japonês, conhecido como ZEN, com ideais  filosóficos, normas sociais e uma arte própria. 

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Budismo Tibetano: chamado também de Lamaísmo, é o budismo Tântrico, introduzido no Tibet no século VII, e varrido pelos conquistadores chineses para o Nepal, Butão e algumas comunidades tibetanas na Índia.

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