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Do descobrimento à Proclamação da República, o
catolicismo foi a religião oficial do Brasil, devido a um acordo de
Direito de Padroado firmado entre o Papa e a Coroa Portuguesa. Neste
tipo de acordo, todas as terras que os portugueses conquistassem
deveriam ser catequizadas, mas tanto as Igrejas quanto os religiosos se
submeteriam à Coroa Portuguesa em termos de autoridade, administração
e gerência financeira.
Com a Proclamação da República, foi declarada a independência do
Estado em relação à Igreja, e foi instituída a liberdade de culto,
sendo o Brasil declarado um Estado laico, isto é, isento de vínculos
religiosos.
O catolicismo no Brasil colonial foi implantado pelos jesuítas durante
o período colonial e depois por outras Ordens Religiosas que
assumiram o serviço das paróquias, dioceses, institutos educacionais e
hospitais. Em 1750, graves conflitos entre os colonos e padres levaram o
Marquês de Pombal a expulsar os jesuítas do Brasil, pois eles
resistiam em permitir que os índios fossem escravizados.
Sob muitos aspectos, o catolicismo no Brasil foi pioneiro:
Em 1952 criou-se a CNBB
(Confederação Nacional dos Bispos do Brasil), idealizada por Dom Helder
Camara, a primeira agremiação episcopal do mundo com a finalidade de
coordenar a ação da Igreja como um todo no território nacional.
De 1960 a 1980, o Movimento de Teologia da
Libertação, formado por religiosos e leigos que interpretavam o evangelho
sob um ponto de vista social, fundou as CEB (Comunidades Eclesiais de
Base), idealizadas pelo Cardeal Arcebispo do Rio de Janeiro Dom Eugênio
Sales. Estas comunidades participaram ativamente da vida política e
reformas sociais do Brasil, sofreram duramente nos anos de repressão e
continuam existindo no ano 2000, de acordo com o ISER (Instituto de Estudos
da Religião do Rio de Janeiro), sendo atualmente 70.000 os núcleos CEB
ativos no Brasil.
De 1980 a 2000, o Movimento de Renovação Carismática Católica
originado nos EUA e apoiado pelo Papa João Paulo II, cresceu e se
difundiu, levando à romanização e centralização da coordenação da
Igreja Católica. Práticas antigas, foram retomadas, como
a Reza do Terço, a devoção Mariana e os cultos carregados de música
e emoção. O Movimento de Renovação Carismática
valoriza a ação do Espírito Santo, aproximando-se da visão das Igrejas
Neopentecostais evangélicas, e atraiu a juventude para os cultos e grupos
de oração, tendo como figura mais evidente o Padre Marcelo Rossi,
religioso paulistano que se tornou um fenômeno de mídia.
De acordo com a CNBB, no ano 2000 existem no Brasil, nas 268 Dioceses e
mais de 8.000 paróquias:
6 cardeais
54 arcebispos, sendo 38 na ativa e 16 eméritos.
351 bispos, sendo 268 na ativa e 83 eméritos.
413 outros membros (abades, coadjutores e bispos
auxiliares)
15.000 padres e 38.000 freiras
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