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O povo brasileiro tem como característica uma intensa espiritualidade, que desafia estatísticas e definições formais. De início formado estritamente pelo catolicismo trazido pelos portugueses, o credo religioso dos brasileiros incorporou gradualmente os cultos afro-brasileiros no período colonial, o protestantismo trazido por imigrantes europeus, e mais tardiamente o judaísmo, islamismo, budismo e
pentecostalismo, entre outros.
De modo geral é difícil obter estatísticas do número de fiéis de cada religião, pois o
Sincretismo natural dos brasileiros faz com que, embora tenham uma religião de formação, freqüentem esporadicamente centros espíritas, cultos umbandistas, centros budistas de meditação.
As estatísticas de 2000 dizem que, da população brasileira, 73% é de católicos (dos quais cerca de 20% praticantes), 13% de protestantes (ou evangélicos, como os chamamos aqui), 2% de cristãos independentes (mórmons, adventistas e testemunhas de Jeová), 5% de outras religiões (islamismo, judaísmo, budismo, hinduísmo), e 7% de laicos e ateus, pessoas que não crêem em Deus ou não se vinculam a qualquer igreja.
Considere-se que, deste total, cerca de 1/4 da população freqüenta (ainda que esporadicamente) cultos afro-brasileiros (candomblé e umbanda) e cerca de 10% freqüenta centros espíritas paralelamente à prática regular de sua religião, e se terá uma idéia do que representa o sincretismo para a população brasileira.
Com 88% de cristãos, pode-se dizer que o Brasil é um país predominantemente cristão, e o grande Cristo Redentor, conhecido internacionalmente é o ícone que representa esta maioria, mas outra tradição do povo brasileiro é o respeito e aceitação que tem por outras religiões e tradições não cristãs.
É comum ver orações mistas, ou correlação entre santos católicos e divindades afro brasileiras, rituais onde espiritualistas recitam orações católicas , mostrando que, na intensa espiritualidade do brasileiro, cabem todos os credos.
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Sincretismo: Define a fusão de duas ou mais religiões numa formação cultural, com absorção bilateral de elementos.
O termo foi criado por Plutarco, em relação a um tipo de acordo que os Cretenses faziam com inimigos estrangeiros, e foi utilizado em relação à religião pela primeira vez por Erasmo, numa carta onde falava sobre a reforma e o catolicismo. Com o tempo, a palavra sincretismo perdeu o significado primário de "acordo" para designar uma fusão ou conciliação de forças opostas.
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